26.11.07

 
Mudança Organizacional Planejada
Quando os sistemas não funcionam

3.5.06

 

Catálogos Virtuais

Coloquem nos comentários os endereços dos seus catálogos de produtos. Boa sorte!

Cleber Matos

17.3.06

 

Artigos para aula do dia 17/03

Leiam estes dois artigos. Primeiro, leiam "A influência da TI na gestão da produção das pequenas e médiasempresas".Depois leiam o "Fatores que afetam os investimentos em Tecnologia de Informação:O caso de um Terminal de 'Containers'". Como você compararia estes dois casos? Comente!

10.3.06

 

Exercício 1

Na coluna de materiais tem um exercício para ser feito em sala de aula. Façam, em dupla, o exercício e depois enviem a resposta num documento do Word para o e-mail faficatech@gmail.com .Se vocês não tiverem uma conta de e-mail, podem criar uma no Yahoo! ou Hotmail.

Boa Sorte!

Prof. Cleber Matos de Morais

24.2.06

 

Uma administração mais eficiente

Leiam o artigo "Uma Administração mais eficiente" (clique no título para ler). Discutam e comentem.

15.2.06

 

Meu primeiro beijo de tela

Por iMomus
http://www.wired.com/news/columns/1,70213-0.html

Traduzido por Cleber Matos de Morais

Passeando pelo bairro de Ginza em Tóquio numa tarde de sexta mês passado eu vi um símbolo extraordinário do que logo se tornara algo comum: um empresário esta falando no seu keitai( a palavra japonesa para celular), segurando na sua frente ao invés de contra sua orelha. De repente, rindo, ele levanto o dispositivo até seus lábios e beijou a tela.

Não foi difícil pensar numa explicação – o homem estava fazendo uma chamada com vídeo para sua namorada. Sua namorada pediu um beijo de tela, ou talvez eles sincronizaram um. Foi minha primeira percepção deste comportamento e aconteceu em Tóquio, mas eu sei que não será a última vez que verei. Em breve veremos esta cena se repetir em Nova Iorque, Londres, Paris, Berlim e São Francisco.

Como eu tinha lido em inúmeros artigos, o keitai não é só uma nova tecnologia, é uma nova cultura. Novas culturas trazem novos símbolos para as ruas. Hoje eu quero fazer uma lista de algumas das formas de cultura que o keitai proporcionou para mim nesses dois meses que estive no Japão.

Primeiro quero começar explicando que eu sou um “garoto Laptop”. Eu gosto de telas grandes, Internet completa com fotos. Se estou em casa, eu estou quase sempre no meu laptop, surfando Wi-fi. Quando saio, eu quero escapar das ameaças pegajosas da web. Eu quero ver pessoas e eu quero ver vida.

Mas há um problema. Cada vez mais quando eu saio aqui em Osaka, o que eu venho obserando em lugares públicos são pessoas surfando silenciosamente nos keitais em i-mode. Eu me desligo da internet somente para apreciar um sem-fim de pessoas usando ela.

Não deveria estar surpreso com isso, o Japan Media Review diz que existem 89 milhões de assinaturas de keitai no Japão. Setenta por cento da população tem pelo menos um keitai.

Esta saturação tem um impacto bem literal nos meus movimentos pela cidade: não é incomum ter que sair do caminho de um adolescente perambulando numa bicicleta nas ruas estreitas de Osaka, se concentrando na tela brilhante do seu keitai. Talvez ele se perdeu e está consultando um sistema de navegação GPS, ou – quem sabe?– pode estar lendo uma coluna da Revista Wired traduzida e simplificada, formatada pelo Hotwired i-mode. Ele pode estar lendo minha coluna, o que seria legal, mas ele me viu?

Xeni Jardin, comentando um livro chamado Pessoal, Portátil, Pedestre: Celulares na Vida Japonesa, comparando a agilidade multitarefa dos oyayubi zoku (literalmente “tribo do polegar”) japonês com os heróis folclóricos. Sontoku Ninomiya e o príncipe Shotoku Taishi foram multitarefas medievais tão inteligentes que eles podiam, segundo a história, ouvir o que 10 pessoas estavam dizendo ao mesmo tempo. Mas eles podiam andar de bicicleta ao mesmo tempo?

É também um pouco preocupante ver duas meninas numa lanchonete cheias de coisas para dizer e sentando frente a frente em silêncio, cada uma vendo suas telas de keitai. O sucesso massivo da cultura do keitai no Japão se deve largamente à decisão, tomada nos anos 90, de direcionar os telefones para as mulheres e adolescentes. Seria triste se suas conversas on-line silenciassem suas conversas numa lanchonete.

Então, a onipresença da informação é ótimo. Você pode concatenar fatos numa conversação na hora. É ótimo, por exemplo, quando você está no meio de uma sessão de seis ou sete horas de bebida e comida num geggae izakaya e alguém menciona uma ilha onde há uma instalação de arte, e em poucos clicks você pode procurar e salvar detalhes de como exatamente chegar lá.

É também ótimo ver keitais sendo usados para arte em si. Meu fotografo japonês favorito, Rinko Kawauchi, mostra suas fotografias (tiradas com câmeras convencionais e montadas em paredes de galerias) através do mundo. Mas se você não pode ir para uma de suas exibições, você pode ainda ver o diário de fotos [fotolog] que Rinko mantém on-line, cada dia ilustrado com uma de suas belas, sutis e subestimadas fotos de câmeras de keitai.

Vai demorar até que eu veja cenas como estas que descrevi fora do Japão; o pesquisador Cho-Nan Michel Tsai estima que “apesar dos EUA terem sidos um ator dominante na industria da telecomunicação, hoje seus serviços de celular é 3 ou 5 anos atrás da Ásia”. Enquanto isso, todo dia vemos mais convergências e inovações: Keitais se tornam tocadores de MP3, se tornam carteiras digitais ( você pode pagar por coisas em lojas de conveniências japonesas colocando seu telefone contra o leitor de pagamento), eles se tornam Playstations portáteis.

Pegando o tema da minha última coluna da Wired News sobre o retorno para uma vida simples, você pode não achar tão surpreendente ouvir que meu keitai favorito é um que retoma o mais simples forma de telefone. Com direcionamento de Marketing para pessoas velhas com medo dos atuais telefones complexos tudo-menos-a-pia-da-cozinha, os Tu-Ka S dispensam todas as frivolidades. Não tem câmera, nem tocador de MP3, nem Playstation, nem GPS, nem e-cash, nem mesmo uma tela. Só serviço de voz, um microfone, um fone de ouvido, um botão vermelho para parar, um botão verde para confirmar e os números.

Não se surpreenda se me ver beijando um.

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